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Protesto fecha Aduana exigindo solução para comércio de Pedro Juan

Protesto fecha Aduana exigindo solução para comércio de Pedro Juan

20/07/2020 17h35 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Redação
O protesto impediu a chegada dos caminhões com cargas na Aduana de Pedro Juan Caballero.(Foto: Wanderley Além)
O protesto impediu a chegada dos caminhões com cargas na Aduana de Pedro Juan Caballero.(Foto: Wanderley Além)
A cidade de Pedro Juan Caballero, capital do Departamento de Amambay no Paraguai fronteira seca com Ponta Porã, amanheceu nesta segunda-feira (20), com uma grande movimentação causada pelo protesto de comerciantes, autoridades, empresários e profissionais liberais que exigem uma solução imediata para o setor comercial por parte do Governo paraguaio. Conforme informações obtidas pelo site Ponta Porã News, o protesto pacifico que reuniu centenas de participantes e começou por volta das cinco horas da manhã, com os manifestantes seguindo até a Aduana paraguaia que fica na Linha Internacional. Os manifestantes fecharam as ruas das proximidades impedindo que caminhões com mercadorias oriundas do Brasil pudessem chegar na Aduana para fazer o desembaraço alfandegário e seguir viagem para o interior do país e a maioria em direção a capital Assunção. Segundo os organizadores o protesto é uma forma de sensibilizar o governo do Presidente Mario Abdo Benitez para a crise que assola a região norte do Paraguai e as cidades fronteiriças como Pedro Juan Caballero e Ciudad Del Este. Um dia de Aduana fechada por representar um prejuízo de até um milhão de dólares em impostos que deixam de ser arrecadados. Para o comerciante Thomaz Medina, o protesto pacifico foi positivo, uma vez que começa a provocar reações dos países vizinhos no intuito de buscar uma solução para o retorno das atividades comerciais em Pedro Juan Caballero, seguindo os protocolos sanitários propostos pelos comerciantes e autoridades locais em reuniões com representantes do governo central. Para ele, a manifestação foi uma forma encontrada pelos comerciantes para pedir uma circulação de mercadorias reciproca entre os dois países na Linha Internacional, o que não vem sendo permitido em virtude das fortes medidas adotadas pelo governo paraguaio no intuito de bloquear o avanço da Covid-19. "Somos uma cidade gêmeas, onde queremos conectar a economia local entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, sem intervenção dos militares, se estes caminhões podem entrar e sair para abastecer o Paraguai de mercadorias, porque nós que somos pequenos, médios comerciantes não podemos fazer o mesmo?”, indagou Victor Barreto em entrevista aos meios de comunicação da fronteira. O Paraguai é um dos países da América do Sul, que adotou as medidas com maior restrição da no combate a pandemia da Covid-19, com ações desde março deste ano que afetou de forma direta o setor econômico de Pedro Juan Caballero e das outras cidades fronteiriças, que tem no turismo de comércio suas principais fontes de geração de emprego e renda.  O país entrou nesta segunda-feira na segunda fase da chamada Quarentena Inteligentes e quase todos os setores do comércio, da indústria, lazer, cultura e esportes já podem funcionar com restrições. Mas as medidas adotadas não valem em sua totalidade para as cidades de fronteira e pelo menos em Pedro Juan Caballero cerca de seis mil postos de emprego foram fechados com o fechamento de centenas de empresas Brasil Por outro lado uma reunião entre o Embaixador do Brasil, Flávio Soares Damico e o Chanceler paraguaio Antonio Rivas, sinalizou para uma continuidade de análise das propostas feitas pelos comerciantes paraguaios para a efetiva reativação do comércio na linha de fronteira Brasil-Paraguai. A reunião ocorreu no sábado dia 18, mas nenhuma medida efetiva foi adotada.
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