A fuga do subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Elianderson Duarte, de 45 anos, acusado de assassinar a esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, de 51 anos, provocou nova onda de indignação em Mato Grosso do Sul. O militar, apontado como autor de um dos feminicídios mais brutais registrados neste ano no Estado, teria escapado do Presídio Militar Estadual em Campo Grande, desencadeando uma mobilização das forças de segurança para sua recaptura.
O caso, que já havia causado forte comoção em Ponta Porã e em toda a região de fronteira, volta a ganhar destaque e aumenta a apreensão de familiares, amigos da vítima e da população que acompanha os desdobramentos do processo.
Feminicídio brutal
O crime ocorreu em 3 de março de 2026, na Vila Reno, em Ponta Porã. Conforme as investigações, Elianderson não aceitava o fim do relacionamento, solicitado pela esposa meses antes da tragédia.
Segundo a apuração policial, antes da chegada de Liliane à residência, o militar teria recolhido os aparelhos celulares da família e mantido os filhos do casal dentro da casa. Quando a enfermeira chegou ao local, uma discussão teria se iniciado, culminando em um ataque violento com uma marreta.
Na tentativa de proteger a mãe, os dois filhos do casal — uma adolescente de 17 anos e um jovem de 15 anos — também foram atingidos e sofreram ferimentos.
Após as agressões, o suspeito deixou o imóvel correndo pelas ruas do bairro portando duas facas. Ele acabou sendo contido por moradores até a chegada das equipes policiais.
Luta pela vida
Liliane foi socorrida em estado gravíssimo e encaminhada inicialmente para atendimento médico em Ponta Porã. Devido à gravidade dos ferimentos, foi transferida para o Hospital da Vida, em Dourados.
Apesar dos esforços da equipe médica, a morte encefálica da enfermeira foi confirmada no dia 6 de março. A notícia causou profunda comoção na região, onde Liliane era conhecida pela dedicação à profissão e pelo trabalho prestado na área da saúde.
Acusações e processo
Preso em flagrante após o crime, Elianderson responde pelos crimes de feminicídio consumado contra a esposa, tentativa de feminicídio contra a filha e tentativa de homicídio qualificado contra o filho.
Paralelamente ao processo criminal, o Corpo de Bombeiros Militar instaurou procedimento administrativo disciplinar que poderá resultar na exclusão definitiva do militar dos quadros da corporação.
Fuga gera revolta e preocupação
A informação de que o acusado teria conseguido fugir da unidade onde estava custodiado em Campo Grande provocou revolta entre familiares da vítima e moradores da fronteira.
Além da indignação, a situação gerou preocupação diante da gravidade dos crimes atribuídos ao militar e do impacto que o caso teve em todo o Estado.
As autoridades ainda deverão esclarecer oficialmente as circunstâncias da fuga, bem como detalhar as medidas adotadas para localizar e recapturar o acusado.
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