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Polícia DROGAS E ARMAS

Operação que investiga família de Ponta Porã mobilizou quase 500 agentes

Investigação aponta atuação de núcleo familiar de Ponta Porã, com tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e cooptação de agentes públicos.

04/11/2026 08h58 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Redação Fonte: Redação
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

A Polícia Federal (PF) e a Receita Federal do Brasil mobilizaram 479 agentes na manhã desta quarta-feira (4/11) para combater uma organização criminosa transnacional investigada por movimentar mais de R$ 500 milhões. A Operação Ifrit cumpre 76 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul e outros seis estados, por determinação da 3ª Vara Federal de Campo Grande.

A força-tarefa reúne 450 policiais federais, 22 auditores-fiscais e sete analistas tributários. As ordens judiciais são cumpridas em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Rondônia, Goiás e Santa Catarina.

Segundo as investigações, a organização era liderada por um núcleo familiar com residência em Ponta Porã formado por três irmãos, seus filhos e outros parentes, além de contar com a participação de brasileiros e estrangeiros.

O grupo é investigado por tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. A atuação criminosa teria começado pelo menos em 2018, e a movimentação financeira ultrapassou R$ 500 milhões em cerca de dois anos de monitoramento.

Drogas e armas eram adquiridas em países vizinhos

As apurações apontam que drogas e armamentos eram adquiridos na Bolívia, no Paraguai e no Peru, com entrada no Brasil pela faixa de fronteira de Mato Grosso do Sul.

Além de abastecer redes de distribuição em estados como São Paulo, Paraná e Santa Catarina, a organização utilizava o território brasileiro como plataforma logística para o envio de entorpecentes à Europa.

Segundo a investigação, Espanha e Portugal estavam entre os principais destinos das remessas.

Grupo utilizava veículos blindados e cooptava agentes públicos

A organização criminosa também é investigada por manter vínculos com facções criminosas e cooptar agentes públicos das forças de segurança.

Conforme as apurações, esses agentes forneciam informações estratégicas e cobertura operacional ao grupo.

Para manter o controle territorial, a organização utilizava armamento pesado, drones, sistemas de contrainteligência e veículos blindados.

As investigações também apontam o envolvimento do grupo em crimes violentos.

Receita Federal identificou esquema de lavagem de dinheiro

A participação da Receita Federal foi direcionada ao rastreamento da estrutura financeira da organização.

Análises fiscais, bancárias e patrimoniais identificaram, segundo as investigações, o uso de empresas de fachada, pessoas interpostas — conhecidas como laranjas — e negócios simulados para ocultar a origem dos recursos provenientes das atividades criminosas.

As medidas judiciais buscam interromper as operações da organização e atingir sua estrutura financeira.

Além das buscas, a investigação prevê o sequestro de bens, imóveis e valores vinculados ao esquema, com o objetivo de descapitalizar o grupo criminoso.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades.

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