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Polícia Federal deflagra Operação Rota . Grupo é suspeito de importar ilegalmente cigarros do Paraguai

Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, dos quais 13 em Campo Grande

16/06/2026 06h46 Atualizada há 56 minutos atrás
Por: Redação Fonte: Redação
Polícia Federal deflagra Operação Rota . Grupo é suspeito de importar ilegalmente cigarros do Paraguai


Polícia Federal deflagra Operação Rota 
Grupo é suspeito de importar ilegalmente cigarros do Paraguai e movimentar recursos por meio de esquema de dólar-cabo
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira (16) a Operação Rota Clandestina, em ação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Receita Federal do Brasil, para desarticular uma organização criminosa investigada por atuar na importação ilegal de cigarros do Paraguai para comercialização em diversas regiões do país.


Ao todo, estão sendo cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, dos quais 13 em Campo Grande e um em Santa Luzia, Minas Gerais. A operação também inclui o cumprimento de cinco mandados de prisão preventiva e cinco medidas cautelares de monitoração eletrônica.


Além das medidas judiciais, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos investigados, com o objetivo de interromper a movimentação financeira do grupo e assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos.
Segundo a Polícia Federal, a investigação foi desenvolvida de forma integrada entre os órgãos envolvidos, com compartilhamento de informações e atuação coordenada, o que permitiu identificar a estrutura e o modo de operação da organização criminosa.


As apurações apontam que o grupo possuía divisão de funções e hierarquia definida para a execução das atividades ilícitas. Os investigados são suspeitos de utilizar operações clandestinas de remessa de valores ao exterior, conhecidas como “dólar-cabo”, para efetuar pagamentos a fornecedores localizados no Paraguai. Também há indícios de ocultação de patrimônio por meio do registro de bens em nome de terceiros.


De acordo com a PF, os envolvidos poderão responder, em tese, pelos crimes de organização criminosa, contrabando, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.


O nome da operação, “Rota Clandestina”, faz referência às rotas alternativas e aos meios ilegais supostamente utilizados pela organização para introduzir os cigarros no território brasileiro e distribuir a mercadoria para outros estados da federação.


As investigações prosseguem para identificar outros integrantes do esquema e dimensionar o volume financeiro movimentado pela organização criminosa.

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