A formação de profissionais capacitados para o cuidado integral ao paciente oncológico esteve no centro dos debates do 1º Simpósio de Enfermagem, promovido pelo curso de Enfermagem da UNIGRAN em parceria com a Oncoclínica Dourados. O evento reuniu acadêmicos, docentes e profissionais da saúde para uma programação voltada à atualização científica, humanização do cuidado e avanços terapêuticos na oncologia.
Durante a abertura, o Reitor da UNIGRAN, professor Renato de Aguiar Lima Pereira, ressaltou a relevância regional do encontro e a integração entre ensino e prática profissional. “Este simpósio possui uma enorme relevância para nossa região, porque reúne aquilo que a saúde moderna mais exige: conhecimento científico, atualização profissional, tecnologia e, acima de tudo, a humanização do cuidado”, afirmou.
O Reitor ainda enfatizou o simbolismo da iniciativa no ano em que a Instituição celebra cinco décadas de atuação. “Estamos celebrando, em 2026, os 50 anos da nossa instituição. São cinco décadas dedicadas à educação, à formação profissional e ao desenvolvimento da nossa região, sempre acreditando que a universidade e a comunidade devem caminhar juntas”.
A diretora técnica e fundadora da Oncoclínica Dourados, Dra. Viviane Andreatta, relembrou a trajetória da oncologia na região e destacou a evolução da qualificação profissional. “Esse simpósio hoje com a presença de vocês me satisfaz demais pelo caminho. Não pelos feitos de currículo. Mas é gratificante ter feito alguma coisa por nossa região e assim vocês vão continuar fazendo”, declarou.
Entre os destaques da programação, a enfermeira Idalina Cristina Ferrari conduziu reflexões sobre HPV, prevenção e assistência baseada em evidências científicas. Ao abordar a atuação da enfermagem no cuidado oncológico, destacou: “É importante e essencial nós estudarmos para fazer sempre o melhor para o paciente e de forma individualizada, porque cada indivíduo é uma pessoa diferente, com uma família diferente, com crenças diferentes”.
O debate foi ampliado pela médica patologista Dra. Gisele Lumy Iguma, que apresentou o tema “Autocoleta”, reforçando o potencial da estratégia para ampliar o rastreamento do HPV e o diagnóstico precoce. Segundo a especialista, apenas entre 30% e 36% das mulheres realizam o rastreamento atualmente, índice ainda distante da meta de 70% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o controle do câncer de colo do útero até 2030. “É inadmissível hoje, no mundo em que a gente vive, com tanta tecnologia, muitas mulheres ainda morrerem por um câncer totalmente prevenível”, alertou.
Com palestras sobre quimioterapia, imunoterapia, radioterapia, cuidados paliativos, manejo de estomias, feridas e navegação em oncologia, o simpósio destacou o papel estratégico da enfermagem diante dos desafios do tratamento do câncer, ampliando o debate sobre prevenção, assistência e qualidade de vida dos pacientes.
Ao unir ciência, prática clínica e compromisso social, o simpósio reafirmou o papel da UNIGRAN como espaço de formação qualificada e promoção do conhecimento, fortalecendo a preparação acadêmica e a assistência em saúde na região.
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