O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou por meio de uma publicação no X (antigo Twitter) sobre os recentes acontecimentos envolvendo a Venezuela. No post, Lula condenou os bombardeios em território venezuelano e a captura do presidente do país, classificando os episódios como uma violação grave da soberania nacional e um risco direto à ordem internacional.
Segundo o presidente brasileiro, os atos ultrapassam limites considerados aceitáveis no direito internacional. Além disso, ele afirmou que esse tipo de ação cria precedentes perigosos, capazes de incentivar conflitos e enfraquecer regras fundamentais que sustentam a convivência entre os países.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.”
Na publicação, Lula também alertou para as consequências de intervenções armadas realizadas fora dos marcos legais internacionais. Para ele, o uso da força abre espaço para um cenário de instabilidade, no qual o diálogo é substituído pela imposição do poder militar.
“Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.”
Alerta para a América Latina e apelo à ONU
Ainda no post, o presidente destacou que a posição do Brasil segue a mesma linha adotada em outras crises recentes ao redor do mundo. Ele lembrou episódios históricos de interferência externa na América Latina e no Caribe e afirmou que ações como essa colocam em risco a preservação da região como zona de paz.
“A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.”
“A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.”
Por fim, Lula defendeu uma resposta firme da comunidade internacional e citou o papel da Organização das Nações Unidas. Segundo ele, o Brasil condena os atos e se coloca à disposição para contribuir com soluções baseadas no diálogo e na cooperação.
“A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
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