Indígenas vão ao Ministério Público e denunciam torturas na aldeia Limão Verde
Indígenas vão ao Ministério Público e denunciam torturas na aldeia Limão Verde
26/01/2021 18h18Atualizada há 5 anos atrás
Por: Redação
Foto: Reprodução
Indígenas que residem na aldeia Limão Verde, em Amambai, foram ao Ministério Público Federal, em Ponta Porã, para denunciar a atual liderança por supostas torturas e ameaças a quem faça ‘oposição’ ao atual líder. O Ponta Porã News conversou na tarde desta terça-feira (26), com uma das pessoas que apresentou as denúncias ao MPF, mas para manter a segurança, a identidade não será divulgada. De acordo com o relatado, as situações de violência teriam começado no ano passado, quando a nova liderança indígena foi eleita. De lá para cá, os 3 mil índios que vivem na Limão Verde passaram a viver num clima de ‘tensão’. “Ontem nós fizemos uma reunião com o Ministério Público para tratar sobre essas situações. Num ano de pandemia, começaram a acontecer vários casos de violência, torturas, ameaças, homicídios, e diante disso, a aldeia se revoltou e agora pede uma nova eleição, para que outro líder indígena seja eleito”, explicou um dos moradores da aldeia. Além do MPF, autoridades de Ponta Porã, e a Funai (Fundação Nacional do Índio) participaram da reunião realizada nessa segunda-feira. Em 2020, quando tiveram início os relatos de torturas, foi realizada uma reunião com as lideranças da Limão Verde, juntamente com a Polícia Federal, para que os casos de violências cessassem. No último dia 12 de janeiro, uma mulher de 29 anos procurou a delegacia de Polícia Civil de Amambai, após ter sido espancada por cinco pessoas e ser apontada como ‘bruxa’. Aos agentes, a vítima relatou que estava em casa, quando foi surpreendida pelo bando, formado por cinco mulheres e dois homens. O caso foi registrado na Aldeia Amambai. Eles teriam chegado armados com martelo, facão e pedaço de madeira. Depois do registro do boletim de ocorrência, os autores afirmaram que a vítima fazia bruxaria. Hoje, ao Ponta Porã News, a fonte escutada pela reportagem relatou que a mulher quase foi queimada viva, e que, por isso, cansados da violência que atinge a todos, incluindo crianças, jovens, adolescentes, idosos, decidiram fazer eleger outra liderança para a aldeia Limão Verde, prevista para acontecer no próximo domingo (31). A reportagem também procurou o Ministério Público, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta. [gallery columns="1" size="full" ids="205794,205795,205796"]
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