Autoridades de Mato Grosso do Sul estão investigado a morto de um rapaz de 21 anos, morador em Campo Grande, por suspeita de intoxicação por metanol, sendo o pirmeiro caso no estado. Segundo o Campo Grande News, ele chegou à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Universitário, consciente, se queixando de mal-estar gástrico, náuseas e vomitanod líquido escuro.
Amostras de sangue e urina foram coletadas para perícia no Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal). As informações ainda não são precisas.
Apesar do boletim de ocorrência relatar que ele bebeu whisky no sábado (27/9), e cachaça no domingo (28/9), depoimentos da tia e do irmão mostram que ele comprou uma garrafa de pinga na quarta-feira (1/10), tomou com suco, e nesta quinta (2/10), amanheceu passando mal. Ele então foi encaminhado pelo Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para a unidade de saúde, onde deu entrada às 18h20 de ontem, de onde saiu morto cerca de 1h30 depois.
Ainda conforme relato da equipe de saúde à Polícia Civil, o rapaz confirmou que os sintomas apareceram após a ingestão de bebidas alcoólicas. A situação mudou cerca de 15 minutos depois. De acordo com o registro da ocorrência, o jovem apresentou crise convulsiva, perdeu a consciência e foi encaminhado para a sala vermelha, onde entrou em parada cardiorrespiratória.
Foram feitas manobras de reanimação e intubação. Após 36 minutos, houve retorno da circulação espontânea, mas o quadro voltou a se agravar e ele sofreu nova parada. Após 12 minutos de tentativas, sem resposta, o óbito foi declarado às 19h53. O histórico médico apontou ainda consumo de álcool desde a infância, há cerca de nove anos.
A respeito da bebida ingerida, a mãe do jovem disse à polícia que ela teria sido comprada em um supermercado. Já o irmão, afirmou que adquiriu a cachaça em uma conveniência, a pedido dele, porque o comércio estava fechado.
Ontem, a UPA reteve o frasco da bebida, conforme protocolo da Rede Municipal de Saúde, e recolheu amostras de sangue e urina, encaminhadas ao Lacen (Laboratório Central) para análise toxicológica. A suspeita é de possível intoxicação alcoólica, inclusive por metanol.
Por determinação do delegado plantonista da Depac/CEPOL (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário/Centro Especializado de Polícia Integrada), Willian Oliveira, investigadores recolheram outros frascos de bebidas alcoólicas encontrados na residência da vítima, no Jardim Colibri. O corpo foi encaminhado ao IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para exame necroscópico.
Ainda de acordo com o site, na manhã desta sexta-feira (3/10), equipe da Decon (Delegacia do Consumidor) esteve na UPA Universitário e recolheu o frasco de cachaça ingerido pelo rapaz. Depois, seguiu para uma conveniência no Colibri, onde também estão equipes do Procon e da Vigilância Sanitária.
A reportagem entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para ter informações sobre a investigação.
Em nota, a secretaria informou que, em respeito à LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e ao princípio constitucional da inviolabilidade da intimidade, não repassaria dados individualizados sobre pacientes.
Segundo a pasta, informações sobre estado de saúde, atendimentos ou processos de regulação são fornecidas apenas ao próprio paciente ou aos representantes legais.
Em relação à fiscalização, de acordo com a assessoria, a Vigilância Sanitária de Campo Grande segue o cronograma de rotina, com verificação da qualidade e procedência das bebidas comercializadas nos estabelecimentos. Até agora, não foram identificadas substâncias adulteradas nem casos de intoxicação por metanol registrados nas unidades de saúde da Capital.
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