A XVI Jornada Acadêmica de Arquitetura e Urbanismo 2025 reuniu acadêmicos, professores e profissionais em uma programação repleta de palestras, oficinas práticas, rodas de conversa e visitas técnicas, consolidando-se como um dos mais importantes espaços de formação e atualização da área na região.
O tema central desta edição foi a Habitação de Interesse Social (HIS), abordando desde aspectos arquitetônicos até questões urbanas. A proposta foi discutir soluções criativas e socialmente relevantes para o déficit habitacional brasileiro, fortalecendo o pensamento crítico e incentivando a integração entre academia e sociedade.
Entre os destaques da programação, foram realizadas atividades com temas: Habitação de Interesse Social no Planejamento Urbano, Sustentabilidade e Habitação Social no Mato Grosso do Sul, Histórico da Habitação Social no Brasil, Perspectiva Contemporânea das HIS no Brasil e o encerramento com a palestra do CAU/MS sobre Assistência Técnica em Habitação de Interesse Social (ATHIS).
Palestra de abertura
A abertura contou com a presença da arquiteta e urbanista Ana Maria de Carvalho Nunes Ferreira Haddad, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, que ministrou a palestra ‘Arquitetura Popular: A Construção do Campo de Trabalho em ATHIS, seus desafios e conquistas’.
Em sua fala, Ana Maria convidou os estudantes a enxergarem a extensão universitária e a arquitetura popular como potenciais campos de trabalho, ressaltando que o acesso à moradia digna é um direito de todos e um espaço de atuação que ainda carece de profissionais engajados.
“Arquitetura popular é arquitetura para todos. Ainda não conseguimos organizar nossa prática profissional para que todos tenham acesso a uma moradia digna e a um bairro estruturado. Meu convite é para que os acadêmicos se aproximem desse campo, que está em construção, e que pode transformar a vida de milhares de pessoas”, afirmou.
Ana Maria também compartilhou sua trajetória acadêmica e profissional, marcada pela atuação em projetos de melhorias habitacionais em favelas urbanizadas e iniciativas de ATHIS, como a parceria entre a FAUUSP e a assessoria técnica Peabiru.
Ao ser questionada sobre a mensagem que deixaria aos futuros arquitetos e urbanistas, Ana Maria destacou que a construção de uma carreira voltada à habitação social exige coragem, persistência e engajamento coletivo:
“Nem sempre é fácil trilhar esse caminho, porque ele depende também de conjunturas políticas e de políticas públicas. Mas toda prática profissional está em construção, e o momento atual, com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo cada vez mais envolvido, é um sinal de que esse campo pode se fortalecer. Meu conselho é: não desistam, aproximem-se de grupos de estudo, de colegas engajados e sigam em frente”.
Formação cidadã
Com a XVI Jornada, a UNIGRAN reafirma seu compromisso em formar arquitetos e urbanistas conscientes, capazes de propor soluções criativas e inclusivas diante dos desafios urbanos e sociais do país.
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