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Greve de auditores da Receita Federal paralisa liberação de cargas em Ponta Porã e Mundo Novo

Greve de auditores da Receita Federal paralisa liberação de cargas em Ponta Porã e Mundo Novo

18/02/2025 20h35 Atualizada há 1 ano atrás
Por: Redação
Pátio da aduana de Mundo Novo.(Crédito: Sindifisco Nacional MS)
Pátio da aduana de Mundo Novo.(Crédito: Sindifisco Nacional MS)

Os auditores-fiscais da Receita Federal interrompem, nesta quarta-feira (19), a liberação de cargas de exportação e importação nas unidades alfandegárias de Ponta Porã e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul. A paralisação faz parte da greve nacional da categoria, iniciada em novembro do ano passado, devido ao impasse nas negociações com o governo federal sobre reajuste salarial.

De acordo com o Sindifisco Nacional MS, o salário-base dos auditores está congelado, enquanto outras categorias do Executivo Federal conseguiram avanços em suas negociações. O presidente do sindicato, Luiz Felipe Manvailer, critica a falta de diálogo com o Ministério da Fazenda, chefiado por Fernando Haddad.

“Não há sequer uma abertura de canal para a solução do impasse. Enquanto isso, a escalada inflacionária continua e as perdas da categoria aumentam”, afirmou Manvailer.

O descontentamento aumentou após o governo conceder reajuste salarial para os servidores da Procuradoria da Fazenda Nacional (PFN), vinculada ao mesmo ministério, para os anos de 2025 e 2026, sem atender à demanda dos auditores.

O Sindifisco alerta que a paralisação pode provocar atrasos significativos na liberação de cargas, resultando em formação de filas e prejuízos ao comércio exterior. Em janeiro, situação semelhante ocorreu, afetando transportadores e empresários da região.

Além de Ponta Porã e Mundo Novo, o movimento grevista deve impactar portos, aeroportos e pontos de fronteira alfandegados em todo o país. A categoria reivindica uma solução para o impasse e cobra maior reconhecimento do seu papel no sistema tributário nacional.

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