Foram apreendidos 5,6 kg de produtos de origem suína produzidos na Rússia, país que no momento tem focos de peste suína africana (PSA), no domingo (4).
A apreensão aconteceu o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (Galeão), por auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro).
Salames, linguiças e outros produtos derivados de carne suína foram encontradas em bagagem de passageiro vindo da Rússia.
Desde que o alerta mundial para o risco do retorno da doença foi emitido, em julho do ano passado, quando focos da PSA foram identificados na República Dominicana, o Brasil vem se precavendo para evitar a contaminação de seus rebanhos suínos, assim como outros países.
Peste suína africana
O Sindicato dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) reforça que passageiros vindos de países com focos de doenças e pragas de interesse agropecuário devem sempre ser vistos como alvo da vigilância agropecuária.
“Investimentos em inteligência e ferramentas para aprimorar a seleção de alvos são imprescindíveis para o serviço de proteção da produção agropecuária brasileira”, destaca Janus Pablo, presidente do Anffa.
A doença, que afeta somente os suínos, é uma enfermidade viral contagiosa, que não tem cura e nem tratamento, podendo dizimar rebanhos.
Além disso, segundo estimativa da Embrapa, se a PSA entrasse no país poderia causar prejuízo de aproximadamente US$ 5,5 bilhões, somente no primeiro ano.
Por essa razão, o Brasil, por meio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), vem realizando forças-tarefas para evitar a entrada da doença em território brasileiro, que pode ocorrer a partir de um minúsculo pedaço contaminado de derivados da carne suína vinda de outros países.
O Brasil é hoje o quarto maior produtor e exportador de carne suína no mundo.
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