Imagine estar na feira fazendo as compras e se deparar com uma nova espécie de morango, o morango branco. Você iria comprar? Teria coragem de experimentar? Conheça mais sobre essa fruta exótica.
Sobre o morango
Morangos de cor branca, com sementes vermelhas, são plantas híbridas, cultivares trabalhados seletivamente, a partir de espécies muito antigas, quase extintas. A fruta têm aroma e sabor parecido ao abacaxi.
A espécie existia na natureza até 1700, no Chile. Porém, ela foi levada para a França e não obteve aceitação do mercado para seu cultivo, mesmo sendo bem mais resistente às pragas agrícolas do que as outras variedades de morango conhecidas.
Por esta razão seu cultivo não foi incentivado e o morango branco quase se perdeu na história.
Contudo, em 2009, o morango de cor branca foi recuperado, por criação seletiva. A fruta se deu como híbrido da Fragaria chiloensis e da Fragaria virginiana, duas espécies originárias do continente americano. O primeiro cultivo comercial aconteceu na Holanda e Bélgica, em 2010 e tem o nome científico de Fragaria x ananassa.
Esta fruta também é chamada de Pineberry, por seu sabor e aroma que se assemelha ao gosto do abacaxi, já que Pine vem de pineapple, que significa abacaxi em inglês.
Ele é menor do que o morango comum, resistente a doenças mas, sua produção ainda não é rentável já que feita a pequena escala, produzir bagas pequenas e serem plantas de baixo rendimento. Portanto, o seu preço no mercado é maior que o do morango comum.
Contudo, como todo morango, a fruta é fácil de se manter, desde que você tenha um solo fértil, bem drenado, umidade suficiente.
Produção brasileira
A fruta tem produção aqui no país também.
Aflanio Tomikawa, produtor rural do interior de Atibaia, é o responsável por trazer o fruto. Tomikawa viveu durante muito tempo no Japão e trouxe a ideia de trazer o morango ao Brasil de lá.
O projeto Jiritsu, do produtor, tem o objetivo de criar variedades de morango nacionais e gourmet nas cores rosa, branco e vermelho. As estufas ficam na própria cidade. O projeto visa ter independência das variedades internacionais, com mudas mais tropicalizadas e adaptáveis.
O produtor ainda está esperando o retorno do Ministério da Agricultura para registrar o fruto modificado, enquanto isso, ele trabalha em novas versões.
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