A advogada de defesa dos cinco caminhoneiros paraguaios detidos na quarta-feira da semana passada no Paraguai, Mirian Fernández, pediu a prisão domiciliar dos seus clientes. O grupo é acusado de cobrar inicialmente 1 milhão de dólares para não fazer greve contra o governo em virtude dos aumentos de combustíveis.
Ainda de acordo com a defesa, a prisão preventiva é irregular, uma vez “não há elementos que possam demonstrar um ato coercitivo de considerável ameaça”, conforme declaração publicada pelo Última Hora. Os acusados devem participar de uma audiência por videoconferência marcada para a próxima semana.
Os líderes dos caminhoneiros detidos solicitaram US$ 1 milhão para não fechar as rotas no que resta do governo de Mario Abdo Benítez e o ministro do Interior, Federico González, apresentou uma denúncia por extorsão perante o Ministério Público.
Durante a ação desencadeada pela Polícia Nacional, foram presos o presidente da Federação dos Caminhoneiros do Paraguai, Ángel Zaracho, juntamente com Roberto Almirón e Vicente Medina, chefe e membro da Federação de Transportadores Autônomos do Paraguai.
Além deles, Juan Friedelin, da Federação dos Caminhoneiros do Paraguai, e Julio César Solaeche, da Associação dos Caminhoneiros de Ovetenses, foram flagrados pela Polícia Nacional durante a entrega de 50 mil dólares.

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