Os acadêmicos do curso de Engenharia Civil da UNIGRAN participaram de uma viagem técnica a Porto Murtinho para conhecer de perto as obras da Ponte Bioceânica, empreendimento estratégico que integra o Corredor Rodoviário Bioceânico e conecta o Brasil ao Paraguai, Argentina e Chile. A visita proporcionou aos estudantes a oportunidade de acompanhar uma obra de grande porte, com impactos diretos na logística, no desenvolvimento regional e na integração sul-americana.
A atividade acadêmica dialoga diretamente com o debate nacional sobre o papel da engenharia no desenvolvimento do país. Para o engenheiro civil e de segurança do trabalho Luiz Henrique Carvalho (Crea-MS), coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Civil e do curso na UNIGRAN, a engenharia precisa retomar seu lugar estratégico. Ele foi eleito durante o 15º Encontro de Líderes do Sistema Confea/Crea e Mútua e defende uma atuação técnica, responsável e conectada às necessidades reais da sociedade.
Segundo Carvalho, a coordenadoria atuará com foco no interesse público, na segurança da sociedade e na valorização do exercício profissional, direcionando esforços para áreas decisivas como habitação, saneamento, mobilidade urbana, infraestrutura e segurança estrutural. Nesse contexto, obras como a Ponte Bioceânica exemplificam a importância do planejamento técnico, da fiscalização qualificada e da integração entre diferentes áreas da engenharia.
A visita técnica também se conecta ao desafio de aproximar a engenharia da realidade social e de reconectar os jovens à profissão. Para Carvalho, é fundamental apresentar a engenharia como prática transformadora, com impacto direto na vida das pessoas. A Ponte Bioceânica, ao impulsionar o comércio internacional, gerar empregos e fortalecer a infraestrutura logística, torna-se um laboratório vivo para compreender como projetos estruturais interferem positivamente no desenvolvimento econômico e social.
Graduado em Engenharia Civil, com mestrado na área de materiais para engenharia e especializações em segurança do trabalho, BIM e gestão ambiental, Luiz Henrique Carvalho possui experiência em cálculo estrutural, obras de médio e grande porte, pavimentação, drenagem e execução de obras de arte especiais — categoria na qual se enquadram pontes e viadutos. Sua trajetória no Sistema Confea/Crea reforça a articulação entre formação acadêmica, exercício profissional e responsabilidade técnica.
Ao proporcionar aos acadêmicos o contato direto com uma das maiores obras de infraestrutura em andamento no país, a viagem técnica amplia a compreensão sobre planejamento, execução, fiscalização e impacto social das obras públicas. Mais do que observar estruturas e métodos construtivos, os estudantes terão a oportunidade de refletir sobre o compromisso ético e técnico que sustenta a engenharia civil brasileira.
A experiência reafirma o compromisso institucional com uma formação sólida, conectada às demandas contemporâneas e orientada para a construção de soluções que contribuam para o futuro do Brasil.
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