Em Mato Grosso do Sul, o que antes era ausência começa a se transformar em política pública efetiva. E, para milhares de famílias, isso significa algo essencial, ser visto, ser reconhecido e, finalmente, ser incluído.
A deputada Lia Nogueira (PSDB) tem se consolidado como a principal voz em defesa das famílias atípicas, levando o autismo para o centro do debate na Assembleia Legislativa. Mais do que garantir benefícios, sua atuação tem ampliado a discussão sobre a necessidade de políticas públicas permanentes, capazes de atender, com dignidade, quem convive diariamente com o cuidado.
Esse movimento não se resume a uma única iniciativa. Além da Lei nº 6.241/2024, que garantiu o desconto de 60% no IPVA, a parlamentar também tem apresentado e defendido propostas voltadas à ampliação de direitos para pessoas com autismo, desde projetos que fortalecem o acesso a serviços essenciais até medidas que priorizam atendimento e inclusão em diferentes áreas. Parte dessas propostas já está em tramitação na Assembleia, reforçando um trabalho contínuo em favor das famílias atípicas.
A mudança ganhou força com a sanção da lei que passou a garantir o desconto no IPVA para pessoas com deficiência, incluindo, de forma mais efetiva, o público com autismo, que até então não tinha acesso ao benefício. Desde então, o impacto é visível.
Os números confirmam essa virada. Em 2026, Mato Grosso do Sul contabiliza cerca de 7 mil beneficiários ativos com o desconto. Entre os novos cadastros realizados a partir de 2024, pessoas com autismo já representam 43,7%, liderando a procura pelo benefício. Na sequência, aparecem pessoas com deficiência física (32,3%), além de casos de deficiência visual, síndrome de Down e deficiência mental, evidenciando o alcance ampliado da política pública.
A evolução também chama atenção. Após anos de crescimento tímido, o número de novos beneficiários praticamente dobrou entre 2023 e 2024 e seguiu em alta em 2025. Desde então, o estado acumula um aumento de 35,4% no total de contemplados, evidenciando o alcance da medida e sua capacidade de chegar, de fato, a quem precisa.
Para as famílias, no entanto, o impacto não cabe apenas em estatísticas. Ele se traduz em escolhas possíveis. Mãe de uma criança autista, Ariane Valensuela descreve, com sensibilidade, o que o benefício representa no dia a dia.
“A gente vive uma rotina de muitos custos, muitas renúncias. Esse desconto no IPVA faz diferença de verdade, porque é um valor que conseguimos direcionar para o que nossos filhos precisam, seja uma alimentação específica ou medicamento. É um alívio que chega na vida real.”
A deputada Lia Nogueira reforça que a lei nasceu da escuta ativa dessas famílias e da urgência em corrigir uma desigualdade histórica. “O que antes era invisível hoje começa a ser reconhecido. Esse projeto é sobre dignidade, sobre dar condições para que essas famílias tenham um pouco mais de respiro. Não é um favor, é um direito. E o nosso compromisso é continuar avançando para que nenhuma mãe, nenhum filho, fique para trás”, conclui.
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