Nesta segunda-feira (9), quando a Casa da Mulher Brasileira (CMB) completou 11 anos de funcionamento em Campo Grande, a deputada estadual Lia Nogueira (PSDB) voltou a defender o fortalecimento da rede de proteção às mulheres em Mato Grosso do Sul. Para ela, a data simboliza um avanço importante, mas também expõe o desafio de garantir atendimento digno e acessível fora da capital.
Lia Nogueira ressalta que a unidade se tornou referência por concentrar, em um único espaço, atendimento psicossocial, orientação jurídica, delegacia especializada e outros serviços que antes exigiam que a mulher buscasse ajuda em vários locais diferentes. “O projeto é um passo importante, mas nenhuma estrutura resolve tudo sozinha. Por isso defendemos a manutenção constante com acolhimento, resposta rápida e segurança em cada etapa que a mulher quando enfrenta uma situação de violência”, afirma.
Em Mato Grosso do Sul, estão em fase de implantação novas unidades da Casa da Mulher Brasileira em Ponta Porã, Corumbá e Dourados, que devem atender mulheres de municípios vizinhos. Em Ponta Porã, o projeto é desenvolvido em parceria entre o Estado, o município e a Itaipu Binacional, e encontra-se na etapa de definição final do plano de trabalho. Em Corumbá, a implantação aguarda a análise e aprovação da documentação técnica para que os recursos sejam liberados. Em Dourados, o processo foi retomado após a necessidade de troca do terreno inicialmente indicado, o que ajustou o cronograma, mas mantém a expectativa de instalação da estrutura na cidade.
Além da implantação dessas unidades , Lia Nogueira aponta como prioridade a consolidação de Delegacias de Atendimento à Mulher em funcionamento 24 horas no interior do Estado. Se a mulher apanha à noite ou no fim de semana e não encontra uma delegacia especializada aberta, a chance de denunciar diminui muito. É por isso que defendemos tanto o atendimento ininterrupto", explica.
Para Lia, o aniversário de 11 anos da Casa da Mulher Brasileira em Campo Grande é um marco que precisa ser visto como ponto de partida, não de chegada. Ela reforça que seguirá cobrando estrutura, equipe técnica e integração entre segurança pública, saúde, assistência social e Judiciário, tanto na capital quanto no interior. “É importante reconhecer o trabalho de quem está todos os dias na linha de frente, recebendo essas mulheres. Mas também é nosso dever ouvir quem ainda não conseguiu ser bem atendida. O compromisso é seguir ajustando essa rede para que nenhuma mulher fique sem resposta quando tiver coragem de pedir ajuda ", conclui.
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