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Indígenas bloqueiam anel viário em Dourados em protesto contra Marco Temporal

Indígenas bloqueiam anel viário em Dourados em protesto contra Marco Temporal

11/12/2025 16h48 Atualizada há 6 meses atrás
Por: Redação
A mobilização gerou um grande congestionamento de carretas no entroncamento com as rodovias MS-156 e Avenida Guaicurus.(Foto: Leandro Holsbac)
A mobilização gerou um grande congestionamento de carretas no entroncamento com as rodovias MS-156 e Avenida Guaicurus.(Foto: Leandro Holsbac)

Marcos Morandi. Voz da Fronteira

Uma manifestação organizada pela comunidade indígena de Dourados paralisou o tráfego no Anel Viário de Dourados, em Mato Grosso do Sul, na tarde desta quinta-feira (11). O ato de protesto visa pressionar o STF (Supremo Tribunal Federal) a não aprovar a tese do marco temporal.
Os manifestantes defendem que a demarcação de terras indígenas deve considerar a ocupação histórica, e não apenas a posse na data da promulgação da Constituição Federal de 1988.


A mobilização, que gerou um grande congestionamento de carretas no entroncamento com as rodovias MS-156 e Avenida Guaicurus, é motivada pela indignação com a violência histórica e atual contra os povos originários.
Segunda uma liderança da comunidade, o protesto é uma forma de pressionar os ministros do STF para que não aprovem o marco temporal em razão do massacre dos povos indígenas, mortes de crianças e outros tipos de violência.


Os manifestantes, que incluem membros da comunidade indígena e apoiadores não-indígenas ("brancos, negros"), enfatizaram que a definição do marco temporal representa um risco de aprofundamento dos conflitos territoriais e da violência na região.
A interdição causou um impacto imediato na logística da região, com longas filas de caminhões e veículos parados. A reportagem, capturada pelo jornalista Cid Costa, da Folha de Dourados, mostrou a extensão do bloqueio.


O ato de resistência pacífica, que incluiu cânticos e danças no local, permanece sem previsão de término, dependendo de desdobramentos políticos em Brasília. A liderança no local aguarda respostas sobre o andamento do julgamento no STF.

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