O deputado estadual Pedro Kemp (PT) subiu na tribuna da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta quarta-feira (10), durante a sessão plenária, para falar sobre a aprovação do projeto que reduz as penas dos condenados por atos golpistas em território brasileiro. “A votação que aconteceu na calada da noite passou a ideia de que está liberada a tentativa de golpes de Estado, comparando esse crime a um crime menor, o mesmo peso e a mesma gravidade de alguém que tenta abolir o Estado de Direito e abolir contra a democracia a um 'ladrão de galinhas'”, registrou.
“O que aconteceu ontem na Câmara dos Deputados foi uma vergonha para o nosso País, mudar a legislação para beneficiar uma pessoa, um grupo. O presidente da Câmara, Hugo Motta, passa um péssimo exemplo para a sociedade, em relação ao deputado federal Glauber Braga [PT], que será cassado por falta de decoro parlamentar, enquanto os deputados federais que fugiram para outros países, não perderam seus mandatos. São dois pesos e duas medidas que a Mesa Diretora utiliza com os parlamentares", destacou.
O parlamentar faz um apelo para a sociedade brasileira. “Precisamos ocupar as ruas, mais uma vez, como foi feito quando aconteceu quando a Câmara estava votando a PEC da blindagem, e o povo se manifestou contra a matéria. Esse projeto de lei da dosimetria é uma vergonha. O Supremo Tribunal Federal [STF] abriu um processo em que deu pleno direito de defesa aos acusados, com possibilidade de diversos acordos com condicionantes que não foram aceitadas por uma parte deles, preferindo ser condenados à prisão. No próximo ano, vamos as urnas e eu faço um apelo aos eleitores, tenham mais consciência ao escolher deputado federal e senador”, concluiu Pedro Kemp.
Contrapondo o que foi dito pelo deputado Pedro Kemp, o deputado e 2º vice-presidente da Casa de Leis, Zé Teixeira (PSDB) também abordou o assunto. “Para usar a tribuna, deve ser apresentada uma ideologia com equilíbrio. Eu vi a revolução em 1964, pessoas que foram presas, exiladas, anistiadas, algumas vivas no Brasil e recebendo salário. Aquilo lá [8 de janeiro de 2023] não foi golpe do Estado coisa nenhuma, e o que aconteceu foi uma grande baderna que foi toda filmada. Não temos que ter lado, para vivermos em dignidade e respeito, temos que ter união. Não existe anistia, o que existe é injustiça, o que o Bolsonaro fez e quem era o presidente da República no dia 8 de janeiro, porque não colocou o Exército na rua?”, questionou o parlamentar.
Projeto
Foi aprovado na madrugada desta quarta-feira (10) o projeto de lei que reduz as penas dos condenados por atos golpistas, incluindo o ataque de 8 de janeiro de 2023, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) invadiram e quebraram as sedes dos três Poderes, em Brasília. Se o projeto for aprovado também no Senado, Bolsonaro pode ter a pena de 27 anos e 3 meses de prisão, reduzida.
ELEIÇÕES 2026 Carlos Bernardo obtém certidões de quitação e de “nada consta” criminal eleitoral junto ao TSE
DIPLOMACIA Câmara de Ponta Porã recebe visita do novo cônsul brasileiro em Pedro Juan Caballero
Eleições 2026 Campanha está esquentando em Mato Grosso do Sul
AÇÃO PARLAMENTAR Marcelino Nunes de Oliveira pede cascalhamento e patrolamento em duas ruas da cidade
AÇÃO PARLAMENTAR Lia Nogueira aciona Energisa para garantir energia estável na zona rural de Ponta Porã
LEGISLATIVO Vereador Gabriel Arce pede tapa buracos no Residencial Ponta Porã II Mín. 9° Máx. 17°
Mín. 8° Máx. 23°
Tempo limpoMín. 10° Máx. 23°
Chuvas esparsas
COLUNA DO FÁBIO DORTA Campanha está esquentando em Mato Grosso do Sul
AGROCAST Derivativos ganham espaço como ferramenta de proteção no agronegócio
Ampla Visão com Manoel Afonso Amplavisão. Abraços e cafezinhos: é a caça aos eleitores
As histórias do Kaxote A troca das fitas e a saga do pequeno mexicano 

