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Projeto de Ponta Porã será destaque na Cúpula Mundial de Prefeitos no Rio de Janeiro

Projeto de Ponta Porã será destaque na Cúpula Mundial de Prefeitos no Rio de Janeiro

30/10/2025 19h56 Atualizada há 7 meses atrás
Por: Redação
“Jardins de Chuva e Resiliência Urbana” é selecionado pela Fundação Grupo Boticário e será apresentado no Fórum de Líderes Locais da COP30.(Foto: Divulgação)
“Jardins de Chuva e Resiliência Urbana” é selecionado pela Fundação Grupo Boticário e será apresentado no Fórum de Líderes Locais da COP30.(Foto: Divulgação)

A cidade de Ponta Porã estará entre os destaques da Cúpula Mundial de Prefeitos da C40, o maior encontro global de cidades comprometidas com a ação climática, que acontece de 3 a 5 de novembro, no Rio de Janeiro. O evento marca a abertura do Fórum de Líderes Locais da COP30, e reunirá cerca de 100 grandes cidades, lideranças climáticas, investidores, organizações internacionais e representantes da sociedade civil.

De acordo com a secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos, o projeto “Jardins de Chuva e Resiliência Urbana”, inscrito pela Prefeitura de Ponta Porã, foi selecionado pela Incubadora de Projetos Solução Natureza, da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, e será apresentado como uma das experiências inovadoras em sustentabilidade e adaptação climática urbana. "Só de ser selecionado em nível nacional já é uma vitória, agora tem mais uma etapa, onde vamos defender o projeto visando a captação de recursos para execução", disse.

Solução natural para desafios urbanos

O projeto destaca a conurbação internacional de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, cidades gêmeas que juntas somam cerca de 215 mil habitantes, sendo 98,5 mil no lado brasileiro. O estudo ressalta a topografia plana — que dificulta o escoamento natural das águas — e o alto índice de chuvas: média anual de 1.500 a 1.700 mm, com picos de até 200 mm em um único dia. Atualmente, 75,2% do território municipal apresenta vulnerabilidade ambiental alta a muito alta, com aumento médio de temperatura de 24,5°C para 26°C (em 2024).

Com base nesse diagnóstico, o projeto propõe transformar áreas críticas de alagamento em espaços vivos que acolhem a água, regeneram o solo e fortalecem o vínculo entre cidade e natureza. Os jardins de chuva — infraestruturas verdes adaptadas à realidade local — captam, filtram e infiltram a água da chuva, além de servirem como laboratórios de educação ambiental e convivência comunitária, inspirando novas práticas urbanas.

Etapas e metas

O projeto-piloto será implantado inicialmente em uma área de 100,77 m², com meta de alcançar 6.936,35 m² de infraestrutura verde.

As etapas estão distribuídas da seguinte forma:

2025: planejamento técnico, engajamento comunitário e preparação do terreno;

2026: execução do jardim-piloto (100,77 m²) e início da fase 2;

2027: conclusão da fase 2 (6.835,58 m²) e início da expansão para novos bairros, com monitoramento contínuo dos indicadores.

Resultados esperados

Entre os resultados e impactos previstos estão:

Ampliação das áreas verdes e aumento da biodiversidade urbana;

Valorização dos espaços públicos e estímulo ao turismo sustentável;

Educação ambiental integrada, com implantação em escolas — transformando os jardins em “salas vivas de aprendizagem”;

Redução de até 43% no volume e 70% no pico de alagamentos;

Mais de 3.500 estudantes e 1.200 famílias beneficiadas diretamente;

Contribuição direta aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Governança e investimentos

A coordenação técnica é do Núcleo de Inovação e Planejamento Estratégico (NIPE). A Secretaria de Obras e Urbanismo é responsável pela implantação e manutenção; as Secretarias de Educação e Meio Ambiente conduzem as ações de educação ambiental e engajamento comunitário; e a Secretaria de Fazenda e Planejamento Orçamentário responde pelo controle e transparência na aplicação dos recursos.

Com o projeto pronto e selecionado pela Fundação Grupo Boticário, a Prefeitura busca apoio financeiro e parcerias nacionais e internacionais para implementação e expansão. O investimento total estimado é de R$ 4.161.950,23, o que representa R$ 600,02 por metro quadrado de infraestrutura verde.

Os recursos deverão ser captados por meio do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano (FMDU), criado pela Lei Complementar nº 197/2020, destinado ao financiamento de obras de infraestrutura sustentável e inovação urbana.

O projeto propõe transformar áreas críticas de alagamento em espaços vivos que acolhem a água, regeneram o solo e fortalecem o vínculo entre cidade e natureza.(Foto: Divulgação)
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