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Usina é investigada por incêndio que atingiu 3.397 hectares em Angélica

Usina é investigada por incêndio que atingiu 3.397 hectares em Angélica

06/10/2025 11h50 Atualizada há 8 meses atrás
Por: Redação
Viatura da PMA, e demais veículos no local afetado pelo incêndio; Foto: Divulgação
Viatura da PMA, e demais veículos no local afetado pelo incêndio; Foto: Divulgação

Inquérito civil do Ministério Público de Mato Grosso do Sul apura a responsabilidade de uma usina de Angélica por um incêndio de grandes proporções ocorrido em agosto de 2025. O fogo atingiu mais de 3.397 hectares no município, incluindo áreas de canaviais, pastagens, floresta cultivada, Áreas de Preservação Permanente (APP) e Reservas Legais (RL).

Segundo Laudo de Constatação do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), o fogo teve origem durante operação de colheita de cana-de-açúcar em fazenda sob administração da usina. A propagação das chamas foi rápida e intensa, alcançando diversas propriedades vizinhas e áreas ambientalmente protegidas. 

Apesar da atuação de brigadas de incêndio, o fogo perdurou por dois dias. Imagens de satélite e análise temporal dos focos de calor realizadas pelo Núcleo de Georreferenciamento do Comando de Policiamento Ambiental (CPAmb) confirmaram que o incêndio começou no ponto exato onde uma colheitadeira foi encontrada queimada. A área total afetada foi de 3.397,679 hectares, sendo 3.108,734 hectares de área agropastoril, 282,945 hectares de vegetação nativa em APP e RL, e 6 hectares de floresta cultivada.

Diante da gravidade dos danos ambientais, o Imasul aplicou multa de R$ 12 milhões à empresa. A usina foi notificada a apresentar um Projeto de Recuperação de Área Degradada (Prada) referente às áreas de vegetação nativa atingidas.

Além das sanções administrativas, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) requisitou à Delegacia de Polícia de Angélica a instauração de inquérito policial para apurar a prática, em tese, de crimes ambientais previstos no artigo 41 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais), que trata de incêndios em matas ou florestas.

O procedimento investigativo busca reunir elementos técnicos, periciais e testemunhais que possam embasar eventual Ação Civil Pública para responsabilização dos envolvidos e reparação integral dos danos causados ao meio ambiente, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.

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