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Cotidiano Fiscalização

Fiscalização não encontra indícios de vazamento de amônia em frigorífico na fronteira

Fiscalização não encontra indícios de vazamento de amônia em frigorífico na fronteira

27/07/2025 10h42 Atualizada há 11 meses atrás
Por: Redação
Foto: Marciano Cândia/Ultima Hora
Foto: Marciano Cândia/Ultima Hora

A promotora Reinalda Palácios confirmou que o Ministério Público do Paraguai realizou uma intervenção na empresa FrigoNorte, em Pedro Juan Caballero, após relatos de um suposto vazamento de amônia que teria causado sintomas de intoxicação em nove funcionários.

Segundo a promotora, a medida foi tomada após a informação se espalhar nas redes sociais, indicando que várias pessoas estavam internadas no Instituto de Previdência Social (IPS) por suspeita de intoxicação. A ação foi realizada com o apoio do Corpo de Bombeiros, que, utilizando equipamentos apropriados e com a autorização da empresa, teve acesso às dependências onde estavam os trabalhadores.

“Realizamos a intervenção porque a situação estava viralizando e falava-se de internações por intoxicação por amônia. Os bombeiros entraram com equipamento apropriado, mas não encontraram vestígios do gás. O medidor indicava zero de concentração”, afirmou a promotora.

Sobre o que os funcionários podem ter inalado, Palácios informou que será necessário aguardar os laudos médicos dos exames realizados nos trabalhadores. Um segundo grupo de promotores foi até o hospital IPS para verificar o estado de saúde dos afetados, mas não conseguiu entrevistá-los, já que alguns já haviam recebido alta e o médico responsável ainda não havia determinado a causa dos sintomas.

O Corpo de Bombeiros de Pedro Juan Caballero, que participou da inspeção, confirmou que o equipamento usado para detectar amônia não registrou nenhum sinal do gás.

Frigorífico afirma que incidente foi simulação de emergência

Mais cedo, a FrigoNorte divulgou uma nota oficial afirmando que tudo se tratava de um exercício interno de evacuação, realizado de forma programada e controlada nas chamadas “áreas frias” da planta, como a sala de corte e desossa. Segundo o comunicado, o objetivo era testar a eficiência dos protocolos de emergência e identificar possíveis falhas nos procedimentos.

A empresa ainda alegou que alguns funcionários teriam apresentado desmaios e reações emocionais causadas pelo susto, e nega que tenha havido exposição a qualquer agente químico ou risco físico real.

O caso segue sob apuração do Ministério Público, que aguarda os relatórios médicos para confirmar se houve de fato uma intoxicação por substância química ou apenas reações psicossomáticas provocadas pela simulação.

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