O mercado de soja iniciou a semana em clima de expectativa, diante dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Segundo a plataforma Grão Direto, o ataque dos Estados Unidos a instalações nucleares no Irã provocou resposta imediata: o país anunciou o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo e 25% do gás natural liquefeito do mundo. A medida elevou a volatilidade do petróleo e trouxe novos desafios para o agronegócio.
No Brasil, o produtor rural pode sentir os impactos já nos próximos dias, principalmente nos preços dos fertilizantes nitrogenados, amplamente utilizados na produção agrícola. O Irã é um dos principais exportadores desse insumo, com cerca de 5 milhões de toneladas exportadas por ano. Com a escalada da tensão geopolítica, o risco logístico aumenta e o mercado projeta alta nos custos de produção.
A análise ressalta que “a preocupação maior está nos fertilizantes nitrogenados, que já vinham em trajetória de recuperação desde maio”. A possibilidade de novos reajustes eleva o alerta no setor, especialmente em um momento de planejamento da próxima safra.
No campo econômico, o Copom elevou a taxa Selic para 15% na última quarta-feira (18). Em um cenário isolado, isso favoreceria o real frente ao dólar, atraindo capital estrangeiro. No entanto, as incertezas globais, intensificadas pelo conflito no Oriente Médio, têm levado investidores a buscar ativos considerados mais seguros, como os títulos do Tesouro americano, pressionando o dólar para cima.
Mesmo assim, na semana passada, o câmbio encerrou em R$ 5,52, com queda de 0,36%, nas mínimas dos últimos 10 meses. Já em Chicago, o contrato de soja para julho de 2025 recuou 0,09%, a US$ 10,67 por bushel. O contrato de março de 2026 teve leve alta, fechando a US$ 10,85 por bushel.
No Brasil, os preços físicos seguiram em queda, com recuos registrados em grande parte das regiões. A colheita avança com tempo firme, especialmente no centro-norte, e o clima segue positivo também nos Estados Unidos, apesar de chuvas pontuais.
Para os próximos dias, o viés é de alta no mercado internacional, puxado por Chicago. Mas a recomendação da análise é clara: “o produtor deve observar com cautela, pois o avanço nos custos pode anular qualquer possível ganho de preço”.
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