Apesar de a vacina ser reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde, a população não está comparecendo aos chamados que vem sendo feitos diariamente pela Secretaria Municipal de Saúde de Ponta Porã. Até esta terça-feira, dos grupos prioritários que devem tomar as primeiras doses, apenas 29% compareceram nas unidades básicas de saúde, inclusive com a intensificação da campanha no período de feriado.
Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação de agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde. A vacina contra a gripe faz parte da política de vacinação que tem a responsabilidade do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. A estratégia de vacinação tem o propósito de reduzir os casos de internações hospitalares, complicações e óbitos na população-alvo. A vacinação anual é capaz de promover imunidade durante o período de maior circulação dos vírus influenza.
Em Ponta Porã, a Prefeitura através da Secretaria Municipal de Saúde disponibilizou as doses em todas as unidades básicas de saúde e vem intensificando a campanha desde o mês passado, mas apesar dos alertas constantes o índice de comparecimento do público alvo é considerado baixo. A meta é vacinar 23.745 pessoas no município, sendo que até esta terça-feira, dia 6 de maio, apenas 6.955 pessoas tinham comparecido para tomar as doses, o que representa um percentual de 29% do público alvo imunizado. A vacina disponível na rede pública é trivalente, totalmente gratuita e garante proteção contra os vírus Influenza A (H1N1), A (H3N2) e B.
Idosos, crianças pequenas, gestantes, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas têm maior risco de hospitalização e morte por gripe. A vacinação ajuda a proteger diretamente essas populações e indiretamente quem convive com elas.
Para além dos grupos prioritários que já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos, o público-alvo da estratégia também é formado por:
- Trabalhadores da Saúde;
- Puérperas;
- Professores dos ensinos básico e superior;
- Povos indígenas;
- Pessoas em situação de rua;
- Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
- Profissionais das Forças Armadas;
- Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
- Pessoas com deficiência permanente;
- Caminhoneiros;
- Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
- Trabalhadores portuários
- Funcionários do sistema de privação de liberdade;
- População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas (entre 12 e 21 anos).
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