A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), medida pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), caiu 2,5% na passagem de março para abril. Com o recuo, o indicador foi para 95,6 pontos, em uma escala de zero a 200 pontos, o menor nível desde novembro de 2019.
Segundo a CNC, a redução foi provocada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19). Essa foi a primeira medição do ICF desde o início das medidas de quarentena, em meados de março.
“As famílias começaram a se revelar mais alertas em relação ao consumo em 2020. Essa insatisfação na expectativa de consumir em abril está ancorada na incerteza das consequências que a situação atual pode provocar nos indicadores econômicos deste ano”, disse o presidente da CNC, José Roberto Tadros.
Dos sete componentes da ICF, apenas o acesso ao crédito teve alta (0,7%). A perspectiva profissional manteve-se estável.
Os demais componentes tiveram queda: emprego atual (-2,9%), renda atual (-2,1%), nível de consumo atual (-2,4%), perspectiva de consumo (-5,5%) e momento para a compra de bens duráveis (-5,9%).
Na comparação com abril de 2019, a queda da ICF foi menor (-0,6%). Dos sete componentes, quatro recuaram: emprego atual (-1,3%), perspectiva profissional (-4,2%), nível de consumo atual (-2,6%) e perspectiva de consumo (-4,9%).
Três componentes tiveram alta: renda atual (0,3%), acesso ao crédito (8,2%) e momento para duráveis (2%).
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