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Delegado diz que não há indícios de feminicídio em morte de adolescente

Delegado diz que não há indícios de feminicídio em morte de adolescente

03/12/2020 07h13 Atualizada há 6 anos atrás
Por: Redação
Delegado titular da Polícia Civil de Caarapó, Erasmo Bruno de Mello Cubas
Delegado titular da Polícia Civil de Caarapó, Erasmo Bruno de Mello Cubas
O delegado titular da Polícia Civil de Caarapó, Erasmo Bruno de Mello Cubas, deu detalhes no início da tarde de ontem (2), sobre a morte de Lorraine da Silva Paim, de 16 anos, que tem como acusado pela morte, o esposo, de 22. “Inicialmente não houve nenhum indicativo, nenhum elemento de informação apurada pela delegacia de Caarapó, que o fato tenha sido um feminicídio. Não há nenhum indicativo de violência de gênero contra a vítima. Houve sim um fato doloso em que levou a morte da adolescente, sem nenhum indício de feminicídio”, observou Cubas, segundo o Caarapó News. “Segundo apurado até o momento, a vítima teria vindo a óbito decorrente de asfixia, que depende ainda de informações do laudo necroscópico, já que a perícia esteve no local e o corpo foi encaminhado para o IML [Instituto Médico Legal]. Mas o autor, que seria o seu convivente, ele teria aplicado um 'mata-leão' na vítima, não com o intuito de levá-la a óbito”, disse o delegado. “Conforme apurado, eles tiveram uma discussão na noite passada, onde a mulher teria investido contra ele e o mesmo para poder se defender, como também uma criança de um ano e quatro meses que era filho da vítima, ele acabou desferindo alguns golpes e tentou imobilizá-la utilizando a referida técnica”, salientou Cubas. “Contudo, a asfixia entrou em um momento crítico e a vítima veio a falecer. Foram ouvidas algumas testemunhas entre elas a genitora tanto do autor quanto da vítima. Com base em alguns atestados médicos, pelo jeito a adolescente morta passava por um período de transtorno psiquiátrico. Agora, demais informações e apurações somente após a conclusão do inquérito”, completou. O acusado de cometer o crime, ainda conforme o site, foi preso em flagrante pelo crime de homicídio. Sobre a análise posterior de legítima defesa ficará a cargo do Poder Judiciário que recebeu a comunicação do flagrante pela Polícia Civil de Caarapó.
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