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“Produtor rural do Mato Grosso do Sul deve fechar 2024 no prejuízo”, diz pesquisador

“Produtor rural do Mato Grosso do Sul deve fechar 2024 no prejuízo”, diz pesquisador

11/06/2024 15h45 Atualizada há 2 anos atrás
Por: Redação
Pesquisador do Cepea/Esalq, Mauro Osaki; Foto: Aprosoja
Pesquisador do Cepea/Esalq, Mauro Osaki; Foto: Aprosoja

Durante a segunda edição do Fórum Mais Milho, que aconteceu no dia 7 de junho, em Maracaju, o pesquisador do Cepea/Esalq, Mauro Osaki, disse que o produtor rural de Mato Grosso do Sul fechará 2024 no prejuízo.

Osaki apresentou uma radiografia das safras de soja e milho no Estado. “É uma safra diferente! Bem diferente da safra 2022/2023 . Nós tivemos a frustração, uma reação dos preços, e você começa a perceber que a capacidade do produtor de sanar seus investimentos começa a entrar em risco. Em 2023, começamos a entrar abaixo da linha média das últimas sete safras e isso começa a apresentar um sinal de alerta por algumas razões, em função da rentabilidade que nós estávamos vivenciando desde 2019/20 para cá, os valores dos arrendamentos começaram a ficar mais caros, os valores das máquinas também começaram a ficar mais caros. De 2021 a gente começa a virar a chave, e essa região de vocês de Mato Grosso do Sul começa a ter uma variação climática mais presente no dia a dia do que no passado”.

Ainda de acordo com o pesquisador, o produtor rural deve finalizar o ano sem sanar as dívidas e sem fazer investimentos importantes “O produtor rural já está no negativo. Ele não conseguiu pagar a conta dele, e ele ainda tem a safra passada pra pagar e não é de uma outra safra para a outra que eu levanto isso. Soja você tem que pagar ano a ano e isso se torna um desafio maior.

Mauro ponderou ainda que outra frustração do agricultor do Mato Grosso do Sul será com a safra de milho, que tem apresentado queda na produtividade desde 2021. “Quando a gente olha para a safra de milho, é muito fácil você ter uma frustração aqui na região, ou é geada ou é seca. Devemos fechar 23/24 no prejuízo”.

Logo após o primeiro painel, foi realizada uma mesa-redonda. O diretor financeiro da Aprosoja/MS, Fabio Caminha, participou das discussões e ponderou que “a distribuição das chuvas foi muito irregular durante todo o ano e não há o que fazer para reverter. O que a gente precisa é fazer o dever de casa, acho que o cenário mudou e então precisamos enxergar os nossos números. O crédito está escasso, os juros estão altos, então o produtor precisa entender seu sistema produtivo e se reinventar”.

O diretor-executivo da Abramilho, Glauber Silveira, expôs as oportunidades de expansão para a produção de etanol no país. “Uma tonelada de milho produz 450 litros de etanol. É um setor em expansão e está crescendo cada vez mais. Nos últimos 10 anos, a safra de milho saltou de 72, 9 milhões para 114 milhões de toneladas. Novas rotas de produção vão garantir mais matéria prima para a produção de etanol”.

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