Nesta quinta-feira (16/11), o céu de Mato Grosso do Sul amanheceu coberto por fumaça devido aos incêndios florestais que afetam o Pantanal. Levantamento feito pelo CPA (Centro de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros, mostra que nas últimas 24 horas o fogo avançou 21 quilômetros, ou seja, cerca de um quilômetro por hora.
A tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do Centro de Proteção Ambiental, explica que ao ser detectado um foco de calor, imediatamente o Corpo de Bombeiros aciona o proprietário da área afetada e, se necessário, encaminha militares para o local.
Segundo Tatiane, “o foco de calor não necessariamente indica um incêndio, mas pode haver probabilidade de fogo, por isso continuamos monitorando as áreas de risco”.
Nas últimas 48 horas, dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais) registrou 323 focos de incêndio no Estado. A região conhecida como Parque Estadual do Rio Negro, ao norte do Estado, é uma das mais críticas do bioma.
O tempo seco, sobretudo agravado pela onda de calor que atinge toda a região Centro-Oeste desde o último sábado (11/11), piora ainda mais a situação. Na terça-feira (14/11), por exemplo, a sensação térmica atingiu 46ºC, o que criou condições para incêndios severos.
Outro agravante para que as chamas se espalhem, e, consequentemente a fumaça que atinge boa parte de MS, são os ventos de 50 km/h. De acordo com o CPA, os baixos índices de umidade relativa do ar, variando entre 10% e 20%, também contribuem para o avanço das chamas.
Dados do Lasa/UFRJ (Laboratório de Aplicações de Satélites da Universidade Federal do Rio de Janeiro) apontam que até a segunda-feira (13/11), o fogo havia consumido 489.950 hectares do bioma em Mato Grosso do Sul, o que representa 6,7% do território.
Municípios em situação de emergência
Os incêndios no Pantanal têm gerado preocupações entre autoridades do Estado e entidades ambientais, que temem um novo desastre, semelhante ao ocorrido em 2020, quando 26% do território foi consumido pelas chamas.
Na terça, o governo do Estado decretou estado de emergência em cinco municípios válidos por 90 dias. São eles: Aquidauana, Corumbá, Ladário, Miranda e Porto Murtinho.
Nessas regiões o fogo atinge parques, áreas de proteção ambiental e de preservação permanente.
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