Imagens das câmeras de segurança do Ministério da Justiça e Segurança Pública que registravam as laterais, a parte de trás e o lado de dentro do prédio foram apagadas, segundo reportagem publicada terça-feira (29/8), pela Record TV.
A justificativa para a exclusão é que as imagens ficam salvas por apenas 15 dias e são apagadas para abrir espaço de armazenamento no sistema que grava os circuitos. Não teria havido, por parte do ministério nem da Polícia Federal, um pedido para armazená-las por mais tempo.
As gravações foram solicitadas por membros da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do 8 de Janeiro ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Inicialmente as imagens foram pedidas diretamente à pasta do governo federal, mas o ministro Flávio Dino disse que só poderia fornecer o material com a autorização do Supremo Tribunal Federal, argumentando que o compartilhamento, ainda que sigiloso, poderia comprometer o andamento das investigações em curso.
O ministro Alexandre de Moraes determinou que as imagens fossem entregues à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, porém, apenas os registros de duas câmeras foram enviados por Dino. Estas mostram apenas a frente do Palácio da Justiça.
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