As exportações de farelo de soja pelo Brasil poderão superar as da Argentina na atual safra, 2022/23. A possibilidade foi levantada por fontes consultadas pela Bolsa de Comércio de Rosário, da Argentina.
A Argentina é o principal exportador do derivado de soja desde 1998, mas uma forte estiagem deve resultar em uma safra bastante reduzida da oleaginosa. A expectativa é de menos de 30 milhões de toneladas colhidas no ciclo atual.
O Brasil, por sua vez, deve colher uma safra recorde de 153 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Dessa forma, a Bolsa de Comércio de Rosário acredita em mudança no mercado internacional do farelo de soja.
“Como consequência disso, a indústria brasileira também poderia conseguir o maior volume de processamento de sua história, de cerca de 53 milhões de toneladas, dando lugar a uma previsão de exportações de farelo entre 21 milhões e 23 milhões de toneladas”, disse a bolsa, citando as fontes.
O USDA, no entanto, ainda prevê exportações maiores da Argentina. Em seu relatório de oferta e demanda de março, o órgão norte-americano estimou os embarques argentinos de farelo de soja em 24,90 milhões de toneladas. Os embarques do Brasil, segundo o USDA, foram projetados em 21,10 milhões de toneladas.
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