Vítima de um transporte coletivo meia boca, a população de Campo Grande amanheceu sem transporte nesta quarta-feira (18), por conta de decisão do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano de Campo Grande). A categoria optou pela paralização por não conseguir acordo de reajuste salarial com o Consórcio Guaicurus.
A paralisação já havia sido anunciada pelo presidente do Sindicato, Demétrio Ferreira de Freitas. Orientados pelo sindicato para que ficassem em casa, um pequeno número de trabalhadores se concentra diante das empresas que formam o consócio.
De acordo com Demétrio, "Nós não queríamos parar, só que chegou num ponto que a gente não tinha como adiar. Espero que mude de ideia e volte a conversar. Temos esperança de ter resposta positiva do Consórcio".
"Tivemos três ou quatro rodadas de negociação antes da virada do ano. Na última a gente achou que a coisa ia andar, o Consórcio ofereceu o INPC de 6,5%, mas só também. A gente achou que não era viável", explica. Ele acrescenta que dentro do acordo também está discussão da jornada de trabalho e benefícios como vale alimentação e plano médico. "Tudo isso a gente precisa reajustar". Foram várias outras reuniões até que o Consórcio Guaicurus não se mostrou disposto a dialogar.
Os trabalhadores lembram que a direção do Consórcio em algumas ocasiões avisou que negociação ou aumento dependia de acordo com a Prefeitura de Campo Grande em reajustar a tarifa, medida que os empresários tentam desde o ano passado. Já os trabalhadores lembram que são funcionários do Consórcio Guaicurus e não da prefeitura.
Reclamam
Desde que foi implantado o sistema de consórcio no transporte coletivo de Campo Grande com a união das empresas Viação Cidade Morena, Jaguar e São Francisco, na prática um monopólio, greve ou paralização de um dia, é arma para que a prefeitura atenda os empresários, mesmo que em parte, mas atendendo os pleitos.
Ainda na terça-feira o presidente do Sindicato dos Trabalhadores, Demétrio Ferreira de Freitas, afirmou que a paralização a princípio é programada para apenas um dia, mas não afasta a possibilidade de seguir por tempo indeterminado caso o Consórcio não se manifeste.
A prefeitura e o Estado vem sendo o “Pronto Socorro” do consórcio a cada alegação de dificuldade financeira. Os empresários alegam dificuldade por conta da redução de passageiros, gratuidade e alto custo de manutenção entre outras.
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