Único entre os grandes produtores mundiais a nunca registrar Influenza Aviária em seu território, o Brasil acendeu o alerta com os recentes registros da enfermidade em diversos países do Hemisfério Norte, como Estados Unidos e membros da União Europeia.
O Ministério da Agricultura da França confirmou 142 casos de uma cepa altamente patogênica da doença.
Apenas na França, até terça-feira (4), foram confirmados 1.164 casos em plantéis comerciais de aves, 42 casos em animais selvagens e outros 22 casos em galinhas. A pasta não informou em que região esses animais foram identificados.
Atualmente, 34 países da Europa registraram casos da doença entre 2020 e 2022.
Segundo Luis Rua, diretor de mercados da ABPA, o Brasil nunca registrou a doença.
Para garantir que o cenário permaneça o mesmo, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) iniciou recentemente uma mobilização setorial, em uma campanha com o objetivo de reforçar os cuidados sanitários nas propriedades avícolas de todo o país.
“Todo cuidado é pouco. A gente precisa sempre ter muita atenção nas granjas”, diz.
Segundo Rua, com o status sanitário diferenciado, o Brasil consegue acessar mais mercados e ocupar o espaço deixado pelos países acometidos pela doença. “Precisamos continuar assim, sempre preparados para atender os mercados”, afirma.
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