O tempo seco e as geadas que acometeram as regiões produtoras de café provocaram efeitos adversos na oferta.
Segundo a analista da hEDGEpoint Global Markets Natália Gandolphi, a safra brasileira de 22/23 de café deve registrar nova quebra, com a produção de arábica atingindo 37,9 milhões de sacas.
O número está abaixo do último ano de bienalidade positiva (safra 20/21), em que se produziu 50,5 milhões de sacas.
A quebra decorre da seca no crescimento vegetativo, além de três episódios de geadas em 2021 e chuvas torrenciais que dificultaram o pegamento da florada. “Em termos de qualidade, porém, a safra de arábica pode ter um ano positivo em 22/23, com frutos uniformes e cheios em decorrência das boas chuvas em janeiro”, aponta a analista.
A recuperação das chuvas também é positiva para o crescimento vegetativo da safra 23/24.
Para o conilon, porém, a produção deve ficar em linha com o último ciclo, atingindo 22,3 milhões de sacas, com áreas apresentando desenvolvimento menos uniforme e faixas menores de produtividade.
Canal Rural*
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