A Polícia Civil do Espírito Santo descartou que uma ossada encontrada na semana passada seja da engenheira sul-mato-grossense Vitória Espíndola de Souza, de 28 anos, desaparecida no estado desde 2025. Exames periciais apontaram que os restos encontrados semana passada eram de origem animal.
Natural de Mato Grosso do Sul, Vitória morava no Morro do Romão, em Vitória (ES), quando desapareceu. A Polícia Civil passou a investigar o caso como homicídio após receber informações de que a jovem teria sido morta por ordem de uma liderança da facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Segundo a delegada Gabriela Enne, do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), testemunhas ouvidas durante a investigação relataram que Vitória teria sido assassinada após um desentendimento relacionado a uma suposta dívida com o tráfico de drogas.
De acordo com a apuração, uma liderança criminosa teria ordenado a morte, mas não teria executado diretamente o crime. O corpo da engenheira, no entanto, ainda não foi localizado.
As investigações do caso também levaram à identificação de uma estrutura de controle e intimidação de moradores na comunidade, segundo a Polícia Civil.
Operação prendeu 11 pessoas
A apuração sobre o desaparecimento de Vitória também resultou na Operação Hidra, realizada no dia 7 de outubro, com alvos nos morros do Romão e Forte São João, em Vitória. A ação teve como foco integrantes do TCP e terminou com 11 pessoas presas, entre elas dois homens apontados como lideranças do tráfico, conhecidos pelos apelidos de Messi e Tio Patinhas.
A delegada Gabriela Enne afirmou que os depoimentos e outros elementos reunidos no inquérito indicam que Vitória foi morta. Ela ressaltou, porém, que detalhes da investigação não podem ser divulgados para não comprometer as diligências.
Mudança para o Espírito Santo
Vitória deixou Mato Grosso do Sul e se mudou para o Espírito Santo cerca de três anos antes do desaparecimento. Segundo informações repassadas pela família na época, ela enfrentava problemas relacionados à dependência química.
No estado, a jovem teria se envolvido com um homem ligado ao tráfico de drogas e passado a morar no Morro do Romão. Mesmo após o fim do relacionamento, permaneceu na comunidade, entre outros motivos, pelo valor do aluguel que pagava.
O desaparecimento foi registrado em 15 de outubro de 2025. As investigações continuam, e a Polícia Civil ainda busca esclarecer as circunstâncias do caso e localizar o corpo da engenheira.
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