A chikungunya segue em circulação em Mato Grosso do Sul e já acumula 12.841 casos prováveis da doença em 2026, conforme o boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) divulgado nesta terça-feira (2/6). Desse total, 6.845 casos foram confirmados, além de 21 óbitos oficialmente registrados e outros dois ainda em investigação. O levantamento considera dados atualizados até o dia 29 de maio.
Em Ponta Porã foram registrados 42 casos prováveis de chikungunya desde o início do ano, sendo que este número representa incidência de 45,6 casos para cada 100 mil habitantes, índice classificado pela Secretaria Estadula de Saúde como de baixa incidência.
Embora o cenário em Ponta Porã esteja abaixo dos municípios mais afetados, a situação estadual continua exigindo atenção das autoridades sanitárias. A incidência média de Mato Grosso do Sul chegou a 465,8 casos por 100 mil habitantes, patamar considerado elevado.
Dourados concentra atualmente o maior número absoluto de casos prováveis no Estado, com 5.705 registros e incidência de 2.344,2 casos por 100 mil habitantes. Também aparecem entre os municípios mais afetados Fátima do Sul, Corumbá, Amambai e Jardim.
O boletim mostra ainda que 83 gestantes tiveram confirmação da doença em Mato Grosso do Sul, com maior concentração em Dourados, responsável por 50 dos registros confirmados nesse grupo.
Em relação aos óbitos, a maior cidade do interior do estado tem a maior parte das mortes confirmadas por chikungunya em 2026. Os registros também incluem vítimas de municípios como Bonito, Jardim, Douradina, Guia Lopes da Laguna, Fátima do Sul e Itaporã.
A Saúde reforça que a principal forma de prevenção continua sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika. A recomendação é que a população mantenha caixas d'água fechadas, elimine recipientes que possam acumular água e redobre os cuidados em quintais e terrenos.
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